quinta-feira, 27 de junho de 2013
Dor crônica em idosos e sua influência nas atividades da vida diária e convivência social
Resumo
Estudo transversal que objetivou caracterizar a dor crônica em idosos residentes na cidade de cruzaltense/RS, a fim de evidenciar a influência desta na vida diária e na convivência social. A amostra abrangeu 48 idosos. A coleta de dados ocorreu através da aplicação de um questionário com questões fechadas. Os dados foram analisados através da estatística descritiva.
Dos 48 pesquisados, 56,25% referiram dor crônica: 16 do sexo feminino e 11, do masculino. Os idosos apresentavam idade entre 60 e 83 anos, com média de 71,5, sendo que 81,5% apresentam alguma patologia com diagnóstico médico. Predominam os idosos casados (55,5%), embora seja significativo o percentual de viúvos (40,7%). Quanto à ocupação pregressa, 92,6% eram agricultores. Os lugares mais prevalentes de dor crônica foram: coluna lombar e cervical, pernas, articulação do joelho e membros superiores. A intensidade da dor, segundo a escala numérica visual (VAS), variou de 1 a 10. Em relação ao tipo de dor, destacaram: sensação de dolorimento, queimação, latejante, lacerante e aguda podendo ocorrer diariamente, eventualmente e associada a esforços. A dor está entre os principais fatores que limitam a possibilidade do idoso em manter seu cotidiano de maneira normal, impactando negativamente sua qualidade de vida, prejudicando, de algum modo a realização das atividades de vida diária, bem como restringindo a convivência social, o que pode conduzir ao isolamento.
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A dor no idoso
"Dor no idoso é não somente subestimada mas também negligenciada". Essa é a primeira linha de um artigo que oferece um roteiro prático para o controle da dor no idoso, publicado na revista "Age and Ageing".
O trabalho foi elaborado por Aza Abdulla e colaboradores das sociedades britânicas de geriatria e da dor.
Os autores lembram que a ocorrência de alterações fisiológicas e as mudanças psicossociais fragilizam esses pacientes.
Por isso, explicam eles, o tratamento desse problema não deve ficar limitado à medicação básica, deixando de lado opções que aliviem o sofrimento.
Entre as opções estão as atividades físicas, adaptadas à preferência e à capacidade individual, como caminhadas, exercícios físicos feitos de forma progressiva, hidroterapia, tai chi e ioga.
Esse tipo de atividade não apenas ajuda na dor persistente mas também contribui para prevenir as dolorosas e por vezes graves quedas dos idosos.
Entre os vários medicamentos sugeridos estão, além de injeções intra-articulares, os analgésicos de uso tópico para o joelho, em caso de osteoartrite.
Os autores lembram da necessidade de controle no uso de medicamentos orais, já que eles podem desencadear efeitos colaterais, como prisão de ventre crônica ou, eventualmente, problemas de estômago, em especial no caso dos anti-inflamatórios não esteroides.
Julio Abramczyk, médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve aos sábados na seção 'Saúde'.
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